segunda-feira, 21 de maio de 2012



Vou enlouquecer-te com meus prantos e lamúrias
De uma vida doce e volúpia
que sente e tem sede de aventura
que arisca pela vida sempre seguindo pelos opostos
entre um ponto ao outro já tão consagrado pelo Mauricio Oliveira
a eternidade dos minúsculos momentos da vida
e sua santidade em fazer valer a pena
e fazer instantes tornar-se eternos
Belos, vividos, sofridos
A beleza encontrada na não natureza humana que de tanto não a encontrá-la a tanto encontro
E a tanto sonho...

Vou enlouquecer-te dizendo-te
Que busco nos olhos e olhares, nas bocas e falares
No andar de um pequeno animal ao nascer
E na mãe a fazê-lo viver
Na simplicidade do cair,
Principalmente na magia do lavantar-se
Na vibração do vencer... E do não esmorecer

Vou enlouquecer-te ao declarar-te que encontro a minha felicidade
Na felicidade de um amigo
Em ver bocas com sorrisos...
A grande influência de um pôr-do-sol...
Nas pequenas ondas da maré
Na sinuosidade das nuvens dançantes com as luzes
Onde tudo é tão belo ...

Vou enlouquecer-te ao repertir-te pela eternidade que creio na felicidade
Encontrada na certeza de uma vida próspera
Próspera de amor...
Pois entoar amor é torná-lo seu
E só é triste quem se concede a ser triste
Quem se permite a dizer que Deus não existe
Porque tudo é uma questão de se permitir
O que torna de poucas pessoas... Eternas
A simplicidade e a humildade

Vou delirar ao enlouquecer-te... Ao fazer-te compreender
Que temos que correr em descobrir o que realmente é o amor...
E que em meio à dor... É nela que o descobrimos...
Quero ensinar-te a aprender com os animais... A vivência tão voraz...
De um amor que com tão pouco tempo descobrem... Mas que nós passamos a vida inteira pra descobri-lo e a muito não conseguimos...
E que o tentar é uma questão de escolha... E o vencer ainda mais o é...

Vou enlouquecer-te de cultura... A minha cultura extravasada de mim...
Que a torna um nada um fim... Em tudo e eterno de amor... Em tudo e eterno do que não é dor... E o que trás a divino o incompreensível...
Apenas o sentível... O sentir...

                                                                         Fabrícia Calado
(Ao meu amante que há tanto me atormenta...)

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