quarta-feira, 18 de maio de 2011

X'04: A SAGA

Sumário

1.    A prova do CEFET e o começo da saga
2.    Os professores
3.    A viagem
4.    As frases
5.    As brincadeiras
6.    O mundo animal e os micos
7.    Alguns apelidos de Ju e uma super descoberta (grandiosa)
8.    Novas palavras
9.    Amigo invisível/onça
10.  O fim da saga

1.    A PROVA DO CEFET E O COMEÇO DA SAGA

Ao longo de 3 anos, nossa turma realmente viveu uma saga. Turma que já foi 104, 204 e 304. A princípio, quase ninguém se conhecia. Muitas pessoas querendo entrar no CEFET. Só nesse curso, eram mais de 1600 pessoas pra 40 vagas e nós, turma que já foi 104, 204 e 304 fomos os sortudos, felizardos... Enfim. 10/02/2008: o grande dia. Chegamos no CEFET, vimos aquela multidão, aquele povo todo pra fazer a tal prova... Desespero, confusão, nervosismo, choro, portão quebrado... Tudo quanto era coisa acontecendo. Eu pensei que ia me perder no CEFET, pra mim, ali era grande. 29/02/2008: o resultado mais esperado por nós. Enfim, estávamos classificados. Então era só fazer a matrícula e esperar o primeiro dia de aula, 10/03/2008. Chegamos lá e (calouro é uma coisa triste mesmo) todo mundo sentadinho (ô, tão fofinhos). Chegou aquele lá, dizendo: “Façam uma roda” e mandou a gente escrever sobre Freud (fala sério). Os dias foram passando, os veteranos perturbando a gente... Pois é. Daí pra frente, começamos a conhecer o CEFET (que antes até parecia grande) e os nossos professores.

2.    OS PROFESSORES

Pois é... Nossos queridos professores. Vou começar falando do ensino médio: professora de português. Bem, no nosso caso, professoras de português. Tivemos duas professoras, uma no 1° semestre e outra no 2°. A primeira foi Daniele, que obrigava a gente a ficar olhando pra ela: “Olha pra mim”. Mas ok. A segunda... É... a segunda foi Carmen Helena. Eita... Fazia altas viagens e deixava a gente sofrendo lá, sem contar que ela botava o cabelo pra trás e, logo depois, levantava óculos (várias vezes). Um dia ela até passou um filme pra gente, em que teve uma cena que ela falou: “E foi assim que surgiu o abraço”. Nossa... Claro que eu não vou descrever a cena (totalmente baixo nível).
Nosso professor de matemática foi o prof. Henrique. Ele tinha um sério problema de esquecimento de piloto. Ele começava a aula e aí, quando a gente menos esperava (dramático): “Vou buscar o piloto” e saía. Ah, gente, será que ninguém reparou que ele tem o sorriso igualzinho o do Tiririca? (pequeno detalhe).
A professora de história foi a profª Cléia (meiga). Aulas para o Jardim de Infância (ôôô, mas era legal, eu gostava ^^). E ela foi nossa professora de geografia também (multiuso).
A professora de química... Bem... a professora de química era a profª Maria Tereza. Era a professora mais paciente que a gente tinha (com certeza... vê se a Cláudia ta sentada lá). Ela começava a aula, escrevia diversas coisas no quadro, pensava um pouquinho e falava: “Gente, apaga tudo, ta tudo errado” (simples assim). E aí, ocorreu um fato, ou melhor, o fato. Certo dia, estava Maria Tereza dando aula pra gente, quando, por volta das 18:00 hs, faltou energia. Estava meio escuro, estávamos com calor, um pouquinho de zoada, quando, de repente, um barulho: era uma cadeira jogada pelo nosso colega Railton. E foi quando Maria Tereza se revoltou, bateu na mesa e falou: “Eu não quero mais dar aula pra vocês!” Com muita raiva, ela saiu da sala. Mas fazer o que, né? Implorar pra ela voltar é que não íamos.
Continuando, o nosso professor de física era o prof. Pedro. Esse aí era nosso professor-robô. Falava como um robô, andava como um robô e, quando dava aula ele gritava (tímpanos tremendo totalmente). Certo dia ele foi ditar uma questão e criou a célebre frase: “Uma formiguinha caminhava a 10 m/s” (alguém me diz aonde ta essa formiguinha atômica, pra eu bater um papo com ela... vai que ela fala, né? Nunca se sabe).
Tivemos também dois professores de Biologia. O primeiro foi prof. Edson. Dele não tem muito o que falar não... Ele era legal. O segundo foi o prof. Lula. Esse era meio doidinho, mas também não tem muito o que ser falado.
Nosso professor de Inglês era o prof. Luis Carlos. Esse aí chegou na nossa sala falando inglês e, do nada, começou a falar em português (muito legal... é criativo gente).
Tínhamos também o professor de Filosofia, Jorge Leão, ou mais conhecido como Djodje. Sinceramente, ele era legal no 1° ano, porém... As coisas mudam. Mas isso vai ser falado quando tivermos no 2° ano.
Tínhamos também o professor de educação física, Mário. Acho que foi o melhor professor de educação física que tivemos. Não que ele fosse maravilhooooso, estupeeeendo... mas comparado com os outros...
No 1° ano, tivemos só dois professores do ensino técnico. Um era o prof. Araújo. Esse aí dizia que tinha uma dicção muito boa (é mais um que vai sentar lá no cantinho com a Cláudia). As aulas dele eram super dinâmicas e divertidas (ache a Cláudia e sente com ela).
E, finalmente, aquele... O professor dos professores: Arruda. Eita, esse aí no primeiro dia deu vários papéis pra gente e fez a gente sofrer no 1° ano. Botou pressão até fazer chorar... a prova prática era um terror, até que, do nada, no final do ano (mais ou menos em outubro), ele começou a ficar legal... Bonzinho... Contando piada... É... Ninguém entendeu nada. Final do ano passou praticamente todo mundo (tenso... depois de tanta pressão...).
E assim, se encerra o 1° ano. Esse foi o ano em que nós éramos quietinhos, fomos considerados pelos professores a melhor turma do CEFET (e com certeza Maria Tereza era exceção). Foi um ano razoavelmente bom.
Então chega 2009. Esse ano foi o que mais tivemos professores, mais precisamente 25.
A professora de português era Elaine. Ôôôôô... Essa era fofinha... Tinha uma super paixão por Machadinho (Machado de Assis, pessoal). Ela tinha um jeito de quem realmente gostava muito de dar aula. Chamava a gente de meus amores. Tão fofinha ela...
O professor de matemática continuou sendo Henrique.
O professor de história era o professor Joan. Esse aí queria a gente em silêncio, carteiras em círculo... Enfim... Ele também tinha uma célebre frase: “Esse menino é o diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa”. Vocês entenderam. E ele chamava Túlio de Caio (nomes parecidos). E sem esquecer que pra ele, Maurício era um garoto debochado.
Nesse ano, nós tivemos dois professores de geografia.
A primeira foi Célia Regina, se eu não me engano... Nem tenho certeza se o nome dela é esse. Era mais conhecida como Diglipuff. Aula super agitada (chame a Cláudia).
O outro foi Alanildo, um dos melhores professores que nós tivemos. Dava uma aula muito legal. Ele não tem uma célebre frase, mas tudo bem.
O professor de química era Geraldo. Esse é mais um que entra pra história como outro professor que abandonou a gente e nos deixou em uma situação pior de quando estávamos com Maria Tereza. Esse aí deu 2 unidades pra gente, sendo que a gente tinha que ver 10 (que absurdo!). Nesse ano sofremos em química, mais do que no 1° ano.
O professor de física era Vicente. Ele tinha dor nas costa e foi o único prof. de física que fez prova com a gente e a média dele era 5 (legal). Era um professor bom, até chegar a parte de óptica, que foi com slides. Assistir aulas em que o professor passava slides, realmente, não era uma boa idéia, já que a sala tinha ar-condicionado e os professores apagavam as luzes e, enfim... O final já se sabe.
Tivemos o professor de biologia. Nesse ano, foram dois professores também. O primeiro continuou sendo Lula.
A segunda era Clarissa. Ela tinha a célebre e marcante frase: “Ei gente, péra aíííí!”
Continuando, a professora de inglês era Melissa. Ôôô, mas ela era muito fofinha também... Não tem muito o que falar dela.
O professor de Sociologia era Jorge, como eu já disse, mais conhecido como Djodje. Ele mudou totalmente e nem deu aula de Sociologia. Só falava em ser vegetariano, vinagre de maçã... Esse tipo de coisa. Uma vez ele quase botou a gente pra dormir (e parece que teve gente que dormiu). Foi o dia que ele pediu pra todo mundo descansar, fechando os olhos, com a mão no joelho... Ok.
O professor de educação física era Oswaldo. Eita, esse aí... Era uma super aula: ele sempre mandava a gente correr em torno da piscina ou nadar. Nada de bola.
Enfim, agora vêm os professores do técnico. Nem sei se eu vou lembrar o nome de todos, era tanto professor... Mas eu vou tentar.
Começando pelos de arte.
Tivemos 3 professores de arte, mas não porque fomos abandonados... a matéria era mesmo dividida em 3 partes. O primeiro deles foi Lio. Professor super agitado, extrovertido (uhum). Uma vez ele mandou a gente fazer um trabalho no retroprojetor... Cortar uns papéis lá pra fazer uma historinha (fofinho).
O outro era Miguel. Ele era o professor das esculturas. Montava altas esculturas no pátio do CEFET... Enfim... Professor criativo. Uma vez ele mandou a gente fazer um trabalho lá... E teve uma equipe que fez o trabalho com o que Lucas? LED.
Por fim, o terceiro era o professor Chico Pinheiro. Aí mesmo que as aulas eram agitadas... Ele passava vários filmes... Muitos... Diversos... Aí já sabe, né? Depois do almoço... Filmes... Sala escura... Todo mundo prestando muita atenção (ah vá).
Nosso professor de análise de circuitos era Itanajé. Vixe... Esse falava que a filha dele era médica, que o filho dele estudava no Reino Infantil... Contava altas histórias, como aquela em que ele bateu num jumento não sei aonde... Mas ta. Ele tinha um pequeno problema no ombro e perguntava pra gente: “Compreendido?”.
O professor de eletrônica digital era Cláudio Leão. Esse aí deu várias aulas de flip-flop, contadores e ok... Chega. Ele criou as célebres frases: “Arnaldo, saia do laboratório” e “Meu filho, faça logoff”.
O professor de eletrônica analógica era Eliúde. Nessa aula, existiam uns pouquíssimos felizardos, aqueles que entendiam alguma coisa. Ele até fez uma prova com a gente... Super prova aquela... Pesca pra tudo quanto é lado. Lembro até que eu dava altos cortes nele... Mas continuando...
O professor Informática era Ozírio. Chegava descabelado no laboratório... Aquela cara de sono, muita disposição pra dar aula... E claro, a gente não pode deixar de lembrar do amor platônico dele... Nem precisa falar por quem era.
Nesse ano, tivemos 3 professores de mpc.
O primeiro foi Tiago. Dele não tem muito o que falar. Ele teve uma passagem até rápida pela nossa turma.
A segunda era Cacilda. Ela era falava: “Honóóório”. Teve uma vez que ela, se não me engano, faltou e explicou que a pessoa que trabalhava na casa dela cortou a mão fazendo não sei o que lá... Cortando comida.
O terceiro era Leônidas. Ele era conhecido como pescocinho. Ele tinha um xingamento pesado: feio.
O professor de mecânica aplicada tinha um nome que eu nunca tinha ouvido na vida: Artidônio... Bem diferente. Mas tá. Ele tinha um único horário com a gente na semana. Nem tem muito o que falar dele.
Nossa professora de segurança no trabalho era Silvana, chamada também de senhora Puff. Ela perguntava pra gente se a gente gostava de carne moída quando ela se referia a algum acidente de trabalho (que horror!). Ela tinha a célebre frase: “São 6000 graus!”.
Nosso professor de gestão e marketing era Amorim. Ele era conhecido como bode velho. Ainda agora eu ri só lembrando desse apelido. Ele contava umas histórias meio que... Ou melhor... Totalmente fora do contexto da aula.
O professor de sistemas de energia era Ronaldo. No primeiro dia da aula dele, ele passou logo um sermão na gente. Uma vez ele mandou a gente estudar pra uma prova com tanto conteúdo, que até os outros professores ajudaram a gente a estudar... Mas o que a gente não sabia, era que não era pra gente estudar aquilo tudo. Ok.
O professor de projeto de instalações elétricas, incrível e lamentavelmente era, mais uma vez, Araújo. Acho que ninguém contava com essa. Mais uma vez estávamos lá, tendo aula com ele. Uma grande felicidade.
Nosso professor de linguagem e programação de computadores era Luna. Eita... Esse aí falava quase como se tivessem 10 alunos na sala... Falava beeeem baixinho e, do nada, gritava. Gente, vocês lembram da Priscila? A menina que roubou não sei quanto lá, acho que R$ 10.000,00. Bela história (nam).
Os professores de máquinas eram 3 também. Não fomos abandonados, eram 3 mesmo. Como o meu grupo, por ordem de chamada, era o primeiro, vou começar falando nessa ordem.
O primeiro foi Péricles Mendes. Ele tinha uma risada empolgante. A varinha de dar aula era um cabo de vassoura. Ele era mais conhecido como David Brasil.
O segundo foi Péricles Furtado. Aff... Era mais conhecido como foca. Aula super agitada... Animada... (aham). E o bigode? Muitos achavam que ele escondia várias coisas ali, naquele bigode amarelo.
O terceiro foi Marcelino. Nós tínhamos aulas de Marcelino por último, final do ano. Era uma matéria que a gente realmente tinha que estudar... Várias e várias coisas.
Nessa matéria, tínhamos que fazer relatórios e, os de Marcelino, eram os que mais davam trabalho. Esses relatórios dele davam em torno de 15, 20 páginas.
Não lembro de Péricles Mendes ter mandado fazer relatório. E foca... Esse aí que não mandava mesmo.
E aí se encerra o 2° ano. Dos 3, esse foi o ano mais pesado, com relação à quantidade de matérias. Foi o ano também que nosso lema era: moro no CEFET, vou em casa pra dormir. Muitos passavam o dia todo lá, almoçando, banhando, descansando... Enfim... Praticamente era nossa 2ª casa.
Assim, começamos o 3° ano. Por fim, a saga no CEFET estava pra acabar. Agora nós não éramos mais CEFET, éramos IFMA, Instituto Federal do Maranhão.
Nossa professora de português continuou sendo Elaine, mais fofa do que nunca. Dessa vez ela criou um gesto conhecido como “coração de Elaine”. Era uma bola à O. Mas ok, o que vale é a intenção.
O professor de matemática, agora mudou. Nesse ano, foi Emerson. Ele era pior que Henrique. Contava umas piadas estranhas e o pior: no final do ano, a soma das nossas notas tinha que ser, pelo menos, 26,5. Se não fosse, era prova final. Thailon ainda disse que eu sapateei em uma das provas dele (uhum, Thailon). Mas no fim do ano, todo mundo passou. Daqui a pouco eu conto como foi essa parte da história.
O professor de história, mais uma vez, foi Joan. Acho que dele não tem mais o que falar.
Tivemos, nesse ano, dois professores de geografia. Começamos com Alanildo, que não tem muito o que dizer, só que ele era muito legal. Depois ele saiu, para a entrada de Edilson. Bem carismático ele. Nem se compara com Alanildo. Pra felicidade geral, Alanildo voltou (Kiiiii boooom).
Nesse ano, tivemos 3 professores de química. Como eu disse, fomos abandonados por Geraldo, que deu só 2 unidades de 10. Então, no último ano, tivemos química 2. A professora era Graça. Até que ela não era ruim. Não abandonou a gente, deu o assunto que tinha que dar.
O segundo professor, era de química 3 mesmo. Foi o prof. Arlan. Diziam que ele falava articulando... Eu só sei que, talvez, tenha sido o melhor professor de química que tivemos, muito legal. Mas, tudo o que é bom dura pouco, né? Pra nossa sorte, no caso de geografia, Alanildo voltou a dar aula. Mas em química, Arlan saiu e não pôde voltar. Foi aí que veio nossa terceira professora de química.
Ela era Kiany. Era uma professora que até ensinava legal. E, claro. Eu não podia deixar de escrever que ela tinha todo um charminho na sala. Ela vinha na frente, parava e, com a mão, jogava o cabelo pra trás (xi mainha). Ela também ficou grávida. Era uma dúvida... A gente via aquela barriga e não sabia se era de gravidez ou não. Até que Lucas, um dia que a gente estava entrando na sala, porque tinha acabado o intervalo, gritou: “A senhora ta grávida, é, professora?” (super discretamente). Mas a discrição dele fez com que soubéssemos que ela realmente estava grávida (aham... legal...). Mas ok.
A professora de física era a general Lígia. Ela fez uma única prova com a gente e depois mandou uma atividade no fim do ano, em que todo mundo pescou de todo mundo. Continuando...
A professora de biologia continuou sendo Clarissa. Dessa vez, só tivemos biologia durante um semestre, mas ela continuava com o grito de sempre: “Ei, gente, péra aíííí!”.
Nesse ano, tivemos dois professores de inglês. A primeira continuou sendo Melissa. Depois, por uma licença médica (grávida também), teve que sair.
Então veio Rui. Foi um professor que a gente até tentou tirar, mas não deu certo e ele ficou até o fim do ano, quando ele fez uma prova oral com a gente.
O professor de educação física foi Zé Lauro. Esse era a mesma coisa: mandava a gente correr em torno da piscina. Mas ele era revoltado, brigava por qualquer coisinha... Que coisa mais chata. Uma vez a gente até viu ele discutindo lá. Claro que todo mundo parou pra marocar o bate-boca (lógico).
Agora vêm as matérias do técnico. Esse ano, tivemos poucas matérias, mais exatamente, 5.
Nosso professor de microprocessadores era... Pois é... Esqueci... Só sei que ele dava aula uma vez por semana, um semestre. A aula dele não era lá aquelas coisas. No final do semestre, ele passou um trabalho valendo nota, que ele disse que a gente podia entregar até o fim da vida. Depois ele desistiu e disse que nem precisava mais entregar (isso que é disposição).
O professor de eletrônica de potência era João Eyder. Ele era meio estressado.
Lembro que uma vez eu fiz uma pergunta pra ele e ele só faltou me bater. Esse era doido. No fim do ano ele levou a gente na CEPEL, empresa de celulose e papel e mandou a gente fazer um relatório. Lembro também que um dia ele disse que tinha marcado um monte de gente (¬¬’), mas no fim do ano, passamos.
Tivemos dois professores de automação. O primeiro foi Ginalber. Super aula aquela. Dava altas coisas sobre operador de Laplace. Ele falava bem baixinho. Lembro que ele passou um trabalho pra gente, super cansativo... Nem consegui fazer tudo, mas enfim...
O outro professor foi Borges. A aula dele nem tinha a ver com aquela loucura de Laplace. Era uma aula bem mais prática, o que não quer dizer que ele era bom professor. Ele falava de uma maneira que... Sei lá... Parecia sempre estar cansado... Só dava vontade de dormir.
Nesse ano, tivemos uma matéria que era pra ser do 2° ano, que foi autocad. Era uma matéria legal. O professor era Robert. Era um professor meio estranho, mas a matéria não deixava de ser boa. Tínhamos aulas dia de sábado.
Assim como no 2° ano, tivemos 3 professores pra máquinas e instalações elétricas. Dessa vez um dos professores foi trocado.
O primeiro era Wagner. Dos 4 que tivemos, acho que ele foi o melhor professor. A parte prática era legal, deu pra aprender muita coisa. Ele era nosso professor nerdzinho: nunca faltava, falava que trabalhou não sei quantos anos em empresas (Vale e Alumar, se não me engano)... Por aí. Até no dia que teve greve, ele tava lá com a gente (viu como ele é nerdzinho?). E o relatório dele não era trabalhoso como o de Marcelino.
O segundo foi Péricles Furtado, ou foca. Nesse ano, ele mandou a gente fazer uns relatórios lá. Queria ser mais sério, mas... A gente jogava uno na sala, saía na hora da prática, ia lanchar (né, Andrei?)...
E o terceiro foi Marcelino, que também não tem mais muito o que falar. Só lembro aqui que ele era meio esquecido. Uma vez ele marcou prova com a gente, de tarde... E esqueceu (legal).
No começo da descrição dos professores, quando falava de matemática, eu fiquei de explicar como todos nós passamos. É o seguinte: como eu já disse, pra gente passar, tínhamos que ter uma soma de, pelo menos 27 ou 26,5, não lembro muito bem, no final do ano. Algumas pessoas passaram, outros não alcançaram a média. Então, o professor pediu para que nós escolhêssemos os assuntos de um dos semestres para fazer a prova. A maioria escolheu o 1° semestre. Era muito assunto... Quando chegou no dia, foi colocado em prática um plano digno de CSI: Andrei ficaria do lado de fora da sala, passando as respostas. Era pra pegar uma prova a mais, para dar pra ele. Mas essa parte não aconteceu, já que faltou um prova do 1° semestre. Foi aí que Carlos Henrique saiu da sala e Andrei, com seu olhar perspicaz, pediu que ele tirasse uma xérox. Então, Andrei foi passando as respostas, via Bluetooth. Assim, fomos saindo da sala e era só esperar o dia do resultado. E quando o professor chegou na sala, para anunciar a sentença, ele disse: “Todo mundo passou.” Com certeza foi uma grande felicidade. Foi até o dia que Andrei e Thais tiveram um super batalha, pra ver quem sujava o sapato de quem.
Esse foi o ano que os grupinhos se formaram mesmo. No nosso caso, era um grupão, em torno de umas 12 ou 13 pessoas. O 3° ano, pra nós, era o primeiro ano de Enem, pra valer mesmo. Alguns tinham feito pra se testar, saber como é fazer a prova. Mas o ano pra valer mesmo era o de 2010. Foi quando várias pessoas começaram a fazer cursinho, a grande maioria no Teorema. No ônibus era só farofa. Lembro de uma vez que pegamos o ônibus e ele pregou. Aí a gente pegou Bom Jardim, se eu não me engano, que tava logo atrás. E quando descíamos do ônibus, Thais gritou: “Assalto, Assalto!”.  
Depois que fizemos essa prova do Enem, ninguém queria mais saber de aula. Pra que a gente ia querer assistir aula, se o objetivo é passar no vestibular e a prova já tinha sido feita? Praticamente jogamos tudo pra cima (tipo, se joga).

3.    A VIAGEM

E não pensem que eu não vou citar a viagem. Acho que eu não seria a pessoa mais adequada pra falar dessa viagem, já que eu não pude ir. Mas me contaram que, como sempre, foi só farofa. Me disseram que vocês cantaram músicas da Xuxa, que Paulo comeu altas pratadas, que Maurício disse que tava com saudade das minhas gofadas (¬¬’), que Juliene expulsou um lá do quarto, que Hamanda escorregou, que Thais convidou vocês pra escalar e, quando vocês viram, ela já tava lá em cima... Sem contar o vídeo que gravaram, de vocês brincando de bbb, em que Thais fazia um super drama. Vocês também iam brincar de “A Fazenda”, só que flopou. Muita farofa (né, Thais?).




4.    AS FRASES

E o que dizer das frases criadas? Lembro que tinham “E aí, meu sócio?”. E quando Fábio, Honório, Alam... Esse povo... Tava fazendo prova e queriam desistir... “Entrega os pontos”. Enfim, essas são frases que todo mundo lá da sala conhece. Mas as que só a gente usa são: “Aham, Cláudia, senta lá.”. E ainda tem algumas variações, como: “Aham, sente bem ali com a Cláudia”, ou: “Vê se a Cláudia ta sentada ali, bem no cantinho”. Coitada da Cláudia. Tinha também o “Tipo, se joga, criada por Saulo. A outra é, na verdade, é uma expressão: “Coisa boa”. Só nós sabemos o que significa e, quando ouvimos outra pessoa falar, até rimos. Pra quem vê a gente rindo, acha que não tem graça nenhuma, mas pra gente é engraçado. E logo depois percebeu-se que se faz coisa boa com Actívia.
E, no fim do 3° ano, tivemos: “Por que o pescoço de Raimundo é assim?” e “Mas por que tua unha é assim?” Perguntas bem lógicas.

5.    AS BRINCADEIRAS

E claro, não dava pra deixar de falar das brincadeiras, que foram muitas. Não sei direito a ordem, só sei que a primeira brincadeira foi UNO. Na hora que éramos, muitas vezes obrigados a trocar de carta, que era na carta número 1, era uma loucura. Uma vez vocês tavam jogando em um daqueles jardins lá do IFMA, eu tava filmando, Raimundo queria os direitos autorais e Luann começou a tirar a piranha de Thais. Na hora de trocar a carta, Thais deu um super salto pra cima de Andrei. Enfim. E ainda tinha a frase criada por Thais: “Compre, batom”.
Com o passar do tempo, UNO foi ficando chato. A gente jogava 1 ou 2 partidas e não queria mais. Começamos, então, a jogar outras coisas. Passamos a jogar dica. Cada um falava uma palavra pra sua dupla adivinhar. Foi aí que surgiu o “auto-carinho” de Maurício e “Hickmann”.
Depois, passamos a jogar mímica. Saía cada coisa. Juliene desceu até lá embaixo e eu fui fazer Jurassic Park, dizendo Thailon que eu engatinhei (aff, Thailon).
Teve também o gartic. A gente jogava, na maioria das vezes, na sala, riscando as carteiras e apagando depois. Só saía desenho lindo (Aham, Cláudia).
Então, vieram os jogos de baralho. Burro, relancinho... Jogamos até o final do ano. Lembro de uma vez em que estávamos esperando João Eyder e jogamos burro. Todo mundo tinha abaixado, só Raimundo que não. Eu me acabei de rir.
E tivemos também o iá e o tic tic pá. Essa última brincadeira nem nome tinha direito. Quando queríamos brincar, a gente perguntava: “Vamos brincar de tic tic pá?”. Aquela outra era uma brincadeira... Assim... Sei lá... Simples mas absurda (como escreveu Maurício no “Falando de coisa boa”).

6.    O MUNDO ANIMAL E OS MICOS

Temos também a época das histórias que Raimundo contava. Pra falar a verdade, a história que eu mais lembro mesmo é a do macaco. Todas as histórias começavam com “Certo dia...”. Era engraçado Raimundo contando, com aquele jeito dele.  
Tivemos também o curral (ôôô, que fofinho...). Cada um era um animal, nem vou citar todos, porque era tanto animal, que eu vou acabar esquecendo de algum.
Quando eu falo de mico, não tem nada a ver com animal. Os micos que eu falo são as mancadas, pagação de mico. Bom... Pode ter até mais, mas tem dois micos que acho que foram os mais engraçados. O primeiro foi a queda de Arnaldo. Para muitos, ou até mesmo todos, uma queda inexplicável, já que fica a pergunta: como pode uma pessoa tropeçar numa borracha? Bem... Pode, né?
O segundo... O segundo foi o meu próprio mico, talvez o mais engraçado: a queda do ônibus. Ah, qual é, podia ser pior. Podia ter caído de vez, rapidamente. Mas talvez tenham achado engraçado não só o fato de ter sido uma queda, mas sim as circunstâncias, já que a queda foi beeeeeem devagar. E Paulo foi o dono de apontar. Aff. Mas enfim.

7.    ALGUNS APELIDOS DE JU E UMA SUPER DESCOBERTA (GRANDIOSA)

E não podemos esquecer dos diversos apelidos de Juliene: Jubinha, Jurubinha, Jônibus, Jucrute, Jubesa, Jubitusa, Jubeleza... Tem um monte.
Lembro que no final do ano, fizeram uma super descoberta: eu não tinha furo na orelha. Óóóóó... Suuuuuper descoberta. Vi pessoas ficarem chocadas, abismadas... Fala sério. E, se Raimundo já me chamava de Sandy, foi aí que ele me chamou mesmo.

8.    NOVAS PALAVRAS

Não podemos esquecer, também, de algumas palavras criadas ao longo desse tempo no CEFET, agora IFMA, principalmente nos 2° e 3° anos. São elas: zoomada, doidura, derrubona, desalfabetada, roubona, cocordância. Talvez possa ter até mais, mas essas são as que eu guardei aqui.  

9.    AMIGO INVISÍVEL/ONÇA

O amigo invisível/onça na casa de Bade foi pra fechar nosso último ano no IFMA. A princípio, tava marcado pra 14:00 hs, mas foi começar lá pras 17:30. Teve cada presente no amigo da onça, como, por exemplo, o kit de Paulo pra Thais (muito bom). Depois teve a lasanha de Hamanda (cozinheira de mão cheia) e, pra fechar com chave de ouro, ouvimos o que Maurício escreveu sobre a turma. Teve uns que choraram, outros que não... Cada um teve um jeito de se expressar.

10.  O FIM DA SAGA

E assim termina nossa história no CEFET. Já fomos a turma mais comportada para muitos professores. Já fomos uma turma super bagunceira pra outros. Essa parte, eu peguei da tua história, Maurício: “Falando de coisa boa”. Fomos, ou até somos: “o que mais usa o banheiro, o que mais come livro, o mais descoordenado, o de sobrancelhas unidas, o que mais fuça, o que mais come biscoito, quem mais pede, quem mais maroca. Temos quem tem mais gula, quem é mais guerreiro, quem tem mais audácia, quem é mais sincero, quem é mais engraçado, mais sensível, mais responsável, mais persistente, mais insistente. Somos um povo de pretos, amarelos, brancos, cor-de-rosa, vermelhos. Somos um povo que tem pinto, tem vaca, tem macaco e elefante. Somos, entre as palavras que seguem, algumas exceções. Somos honestos, trambiqueiros, imaturos, maduros, falsos, verdadeiros, santos, filhos, irmãos, amigos. Somos criativos, magros, gordos, fracos, fortes. Somos corajosos, covardes, medrosos, preguiçosos, comportados, parados. Somos kengas, separadas, najas. Somos da vida e não do mundo sem graça. 
Somos um povo que várias vezes se sentiu incapaz. Que várias vezes teve exaustão. Que teve vontade de extinguir, nem que por um mês. Que teve vontade de mudar de curso. Que não agüentava mais pressão. Que teve uma história digna de ser contada.”
Relembrar tudo o que passamos no CEFET, agora IFMA, é relembrar quanta pressão sofremos, quantas amizades fizemos, o quanto jogamos UNO, baralho, gartic, mímica, dica, iá e tic tic pá, o quanto imitamos e rimos de professores, o quanto esses professores nos abandonaram... Relembrar o que passamos no CEFET ou IFMA, é, principalmente, olhar pra trás e ver quantas amizades fizemos e o quanto queremos que ela dure um longo tempo. E, como vocês puderam perceber, eu não escrevo nem perto de como Maurício escreve, mas eu apenas tentei demonstrar, de forma engraçada, talvez, como foram bons esses anos que nós passamos juntos. E, pra terminar, uma foto... Aquela do amigo invisível.

Obrigada, povo da farofa, por esses anos que estivemos juntos. Um beijão.      
Carla Ferreira  

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