domingo, 27 de maio de 2012

É...



Uma palavra incompleta
Uma música sem som
Um verso não rimado
Uma vocação sem um dom

Um querer desconfortável
Um abuso sem um ser
Um pedido implorado
Uma vida sem nascer

Um sentimento inconsolável
Uma perda sem se ter
Um querer incontrolável
Não se pode mais saber

Um desejo sem futuro
Uma prece não atendida
O sofrimento mais profundo
Um adeus sem despedida...

                                               Luanda de Abreu


Essa é antiga... ^^'
Pra relembrar os antigos textos...
                                   04/03/2010 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Assinado Eu... ♥




Já faz um tempo
Que eu queria te escrever um som
Passado o passado,
Acho que eu mesma esqueci o tom
Mas sinto que eu te devo sempre alguma explicação.
Parece inaceitável a minha decisão.
Eu sei.

Da primeira vez quem sugeriu,
Eu sei, eu sei, fui eu.
Da segunda quem fingiu
Que não estava ali também fui eu.
Mas em toda a história,
É nossa obrigação
Saber seguir em frente,
Seja lá qual direção.
Eu sei.

Tanta afinidade assim, eu sei que só pode ser bom.
Mas se é contrário, é ruim, pesado
E eu não acho bom.
Eu fico esperando o dia que você
Me aceite como amiga,
Ainda vou te convencer.

Eu sei.
E te peço, me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada,
Pois fiquei atordoada,
Faltou o ar,
Faltou o ar.

Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá.

E te peço, me perdoa,
Me desculpa que eu não fui sua namorada,
Pois fiquei atordoada de amor
Faltou o ar,
Faltou o ar.

Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá, e foi pra lá.

                                                                                 
                                                            Tiê

Migalhas...



Honestamente... Cansei de migalhas...
O que são migalhas pra tudo que eu te dei???
O meu amor... Um bem tão precioso que tiro de mim e dou a ti... Para cuidares bem de leve... Bem com calma...
Mas o que fazes???
 O Destrói. Transforma-o em lágrimas
Lágrimas de sangue que se formam por cada palavra...
Cada gesto não oferecido... Cada termo não emitido... O teu silêncio... Esse que tanto me matas...  Arrancas-me a vida aos poucos por me fazer sofrer calada... E só sofrer e sofrer...
Sem nada em troca... Fico a espera de migalhas...
E era eu que me contentava com tais... Mas hoje não mais...
Se não me queres...  De migalhas não sobreviverei...
Irei procurar outro passarinho...
Quem sabe ele encontrará e dará o real valor aquilo que a tanto te dei e que tanto desprezavas... Quem sabe ele consegue ate mesmo curar as marcas que em meu coração foram figuradas... E as estórias mal escritas... Que você ousou tanto em fazê-las tortas... Tanto quanto nossa vida... A vida nossa... Que você não quis construir... Que eu tanto me esforcei...
Mas hoje, não mais!!!
                                                                                                                 Paula Aldrick
                                                                                                          


Vou enlouquecer-te com meus prantos e lamúrias
De uma vida doce e volúpia
que sente e tem sede de aventura
que arisca pela vida sempre seguindo pelos opostos
entre um ponto ao outro já tão consagrado pelo Mauricio Oliveira
a eternidade dos minúsculos momentos da vida
e sua santidade em fazer valer a pena
e fazer instantes tornar-se eternos
Belos, vividos, sofridos
A beleza encontrada na não natureza humana que de tanto não a encontrá-la a tanto encontro
E a tanto sonho...

Vou enlouquecer-te dizendo-te
Que busco nos olhos e olhares, nas bocas e falares
No andar de um pequeno animal ao nascer
E na mãe a fazê-lo viver
Na simplicidade do cair,
Principalmente na magia do lavantar-se
Na vibração do vencer... E do não esmorecer

Vou enlouquecer-te ao declarar-te que encontro a minha felicidade
Na felicidade de um amigo
Em ver bocas com sorrisos...
A grande influência de um pôr-do-sol...
Nas pequenas ondas da maré
Na sinuosidade das nuvens dançantes com as luzes
Onde tudo é tão belo ...

Vou enlouquecer-te ao repertir-te pela eternidade que creio na felicidade
Encontrada na certeza de uma vida próspera
Próspera de amor...
Pois entoar amor é torná-lo seu
E só é triste quem se concede a ser triste
Quem se permite a dizer que Deus não existe
Porque tudo é uma questão de se permitir
O que torna de poucas pessoas... Eternas
A simplicidade e a humildade

Vou delirar ao enlouquecer-te... Ao fazer-te compreender
Que temos que correr em descobrir o que realmente é o amor...
E que em meio à dor... É nela que o descobrimos...
Quero ensinar-te a aprender com os animais... A vivência tão voraz...
De um amor que com tão pouco tempo descobrem... Mas que nós passamos a vida inteira pra descobri-lo e a muito não conseguimos...
E que o tentar é uma questão de escolha... E o vencer ainda mais o é...

Vou enlouquecer-te de cultura... A minha cultura extravasada de mim...
Que a torna um nada um fim... Em tudo e eterno de amor... Em tudo e eterno do que não é dor... E o que trás a divino o incompreensível...
Apenas o sentível... O sentir...

                                                                         Fabrícia Calado
(Ao meu amante que há tanto me atormenta...)

domingo, 13 de maio de 2012





E do mel caiu a flor que brotou a última rosa... E foi do mel que se tornou amargo aquela prova... que tal poderia nunca ter existido, mas não me arrependo de ter passado, mas talvez de ter perdido...

                                                                                                                               Luanda de Abreu

quinta-feira, 10 de maio de 2012


E daquele momento que olhando teus olhos esverdeados... Com uma certa timidez que eu tentava encobrir com risos e disfarces....
Mas, contudo, percebendo cada gesto, olhar, ação em meio aquela conversa com todo o sentido, mas que ao mesmo tempo não havia sentido algum... Todo o sentido estava naqueles gestos e caras e bocas... e disfarces do que realmente queria: Sentir cada segundo...cada gesto e olhar entoado..Fazer fluir aquele momento que surgia em meio sorrisos e conversas meio sem sentidos...Conversas que de tanto pouco sentido tinha, tanta importância havia...
Aqueles sorrisos...

                                                   Júlia Martins


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Senhor do Tempo

                            http://www.youtube.com/watch?v=EEj_YaXZ3xU&ob=av2e


Eu não sou o senhor do tempo, mas eu sei que vai chover

Me sinto muito bem quando fico com você
Eu tenho habilidade de fazer histórias tristes
Virarem melodia vou vivendo o dia-a-dia.
Na paz, na moral, na humilde busco só sabedoria
Aprendendo todo dia, me espelho em você
Corro junto com você, vivo junto com você, faço tudo por você.
Seguindo em frente com fé e atenção
Continuo na missão continuo por você e por mim
Porque quando a casa cai
Não dá pra fraquejar, quem é guerreiro tá ligado
Que guerreiro é assim.
O tempo passa e um dia a gente aprende
Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente
Eu vi o tempo passar vi pouca coisa mudar
Então tomei um caminho diferente
Tanta gente equivocada faz mal uso da palavra
Falam, falam o tempo todo mas não tem nada a dizer
Mas eu tenho santo forte é incrível a minha sorte
Agradeço todo tempo por ter encontrado você.
O tempo é rei, e a vida é uma lição
E um dia a gente cresce
E conhece nossa essência e ganha experiência
E aprende o que é raiz então cria consciência.
Tem gente que reclama da vida o tempo todo
Mas a lei da vida é quem dita o fim do jogo
Eu vi de perto o que neguinho é capaz por dinheiro
Eu conheci o próprio lobo na pele de um cordeiro
Infelizmente a gente tem que tá ligado o tempo inteiro
Ligado nos pilantra e também nos bagunceiro
E a gente se pergunta porque a vida é assim?
É difícil pra você e é difícil pra mim.
Eu não sou o senhor do tempo, mas eu sei que vai chover
Me sinto muito bem quando fico com você
Eu tenho habilidade de fazer histórias tristes
Virarem melodia vou vivendo o dia-a-dia
Na paz, na moral, na humilde busco só sabedoria
Aprendendo todo dia me espelho em você
Corro junto com você, vivo junto com você, faço tudo por você.
Vivendo nesse mundo louco hoje só na brisa
Viver pra ser melhor também é jeito de levar a vida
O tempo passa e um dia a gente aprende
Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente
Eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar
Então tomei um caminho diferente
Tanta gente equivocada faz mal uso da palavra
Falam, falam o tempo todo mas não tem nada a dizer
Mas eu tenho santo forte é incrível a minha sorte
Agradeço todo tempo ter encontrado você.
Vem que o bom astral vai dominar o mundo!
Eu já briguei com a vida, hoje eu vivo bem com tudo mundo aí
Na maior moral...Charlie Brown!
Vivendo nesse mundo louco hoje só na brisa
Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida.
                                                                       Charlie Brown Jr.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Piano Bar


O que você me pede eu não posso fazer
Assim você me perde e eu perco você
Como um barco perde o rumo

Como uma árvore no outono perde a cor
O que você não pode, eu não vou te pedir
O que você não quer, eu não quero insistir
Diga a verdade, doa a quem doer
Doe sangue e me dê seu telefone
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar
Às vezes fica longe e impossível de encontrar
Mas quando o neon é bom
Toda noite é noite de luar
No táxi que me trouxe até aqui
Bob Marley me dava razão
As últimas do esporte , hora certa
Crime e Religião
Na verdade nada
É uma palavra esperando tradução
Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta (alguém que parte e não volta)
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina
O fogo ilumina muito, por muito pouco tempo
Por muito pouco tempo, em muito pouco tempo
O fogo apaga tudo, tudo um dia vira luz
Toda vez que falta luz, o invisível nos salta aos olhos
Ontem à noite, eu conheci uma guria
Já era tarde, era quase dia
Era o princípio num precipício
Era o meu corpo que caía
Ontem à noite, a noite tava fria
Tudo queimava, nada aquecia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
Ontem à noite, eu conheci uma guria, que eu já conhecia
De outros carnavais, com outras fantasias
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
No início era um precipício
Um corpo que caía
Depois virou um vício, foi tão difícil
Acordar no outro dia
Ela apareceu, parecia tão sozinha
Parecia que era minha aquela solidão
Parecia que era minha