quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Uma carta ao amor...

E.. agora deitada na cama... olhando meio que pro nada, lembro dessa tarde... E desejo colocar nessas humildes palavras cada sentimento...
Coloco aquela música só pra entristecer .. Só pra não colocar aquela que tanto nos lembra... E que tanto canto... Só pra pensar em não pensar em você...
Hoje... Nessa linda e fria tarde me perdi pensando em você... Pensando nos nossos bons momentos... Naqueles detalhes... Lembrei quando vi você dormindo no meu colo: Eu com tanto sono, mas me sustentando acordada só pra admirar o teu rosto, cada detalhe dele, teus lábios. Os teus que desde que te vi pela primeira vez já me chamaram tanta atenção... Sei que não tinha os visto há muito tempo e por isso que admirava tanto... Pra guardar cada detalhe, gravar cada sentimento ali...
Lembro daquela noite em o que mais queríamos era ficar um do lado do outro até amanhecer... Sem nada mais, apenas pela presença. Lembro cada detalhe... Lembro do meu jeito meio esnobe só pra não acreditar que já estava me apegando tanto... Tive medo. Tive medo até mesmo de te perder. E acabei te perdendo... Senti... Quis me fazer forte... e me fiz... Externamente, porque por dentro eu estava chorando... Chorando muito... E sentindo dor em meu querido orgão bombeador de sangue...
Lembro daquela brisa da qual eu não queria sair, em baixo daquele paraíso desertico.
Eu em teus braços, cada brincadeira, cada olhar, cada carícia... Emoção!
Eu... tão protegida em baixo das minhas mil armaduras...
Estava conseguindo colocá-las só em meu coração porque você me desarmava só por eu te ver...
Cada beijo...
Já nem sei o que sentir, dá muita vontade de não ouvir meu cérebro que me torna tão sã e apenas agir com meu coração... Só pra você!
Lembro daquele primeiro beijo, tão tímido e totalmente inacreditável... Eu sei... Lembro que depois eu com tanta vergonha de olhar pro teu rosto e mesmo assim eu tomei coragem e olhei. Vi teu jeito meigo... e te senti também envergonhado.
Lembro da velocidade em que nos unimos, das conversas em que parecíamos tão idênticos. Das vezes que me via em você, tão engraçado tudo aquilo era...
Lembro daquela noite que eu tão calada, deitada em meio a areia, você me perguntava o motivo do meu silêncio e eu nada respondia... Estava eu, no fundo, com medo de perder aquele instante, aqueles instantes tão intensos...
Lembro daquele nosso momento: Amor...

Lembro daquela noite em baixo do luar...
Eu, já sabendo que tinha te perdido e ainda tentando te recuperar. Cada instante... Mais um beijo a tentar... Aquele frio...

Lembro dessa tarde... eu reflexiva... Atravessando as ruas, jardins, avenidas... O outono... Apreciando essa dádiva divina... E viajando nos nossos momentos...

E tão concentrada estava que nada mais via... Te vi... E que em relance... te beijei ao rosto... Não só naquele desejo e que quando percebi a tua distancia a mim, me virei com meus olhos repletos de lágrimas... O ruim ter que contê-las... Querendo apenas chorar como uma criança... Num cantinho... Ou voltar e ganhar novamente aquele beijo que sumiu...
Queria eu nunca ter te perdido... Queria ter te ganhado... Não digo que para sempre... Mas para o nosso sempre...
E em meio a racionalidade vejo o quanto valeu a pena cada instante.. Pelo mesmo motivo em que eu creio que as coisas não são infinitas... mas são eternas enquanto duram....

                                                                                                                                          Floripa Macêdo

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

"Por medo da solidão... Hoje estou só..."


A gente aprende a deixar coisas de mão...
A não dar tanta importância...
A não ligar...
 A fazer "cara de nada"... Mesmo quando por dentro tudo ta te machucando...
E... você tá sofrendo
Aprende a amar calado...
A não se mostrar tanto... E a se defender
Mas se defender com inteligência, não deixar que o medo te impeça de ser feliz...
Aprende que felicidade é um momento e os momentos sempre se vão...
Aprende a curtir esses momentos e não se importar tanto com o futuro ou passado... Porque na verdade eles não existem...
E o que realmente existe é o presente...
E este sim é o momento de ser feliz...

Luanda de Abreu



... Eu que falei nem pensar
Agora me arrependo roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão

Mas eu falei nem pensar
Coração na mão
Como um refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser

E um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar

Num bar,
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada
No espelho do banheiro

Teus lábios são labirintos
Que atraem os meus instintos mais sacanas
E o teu olhar sempre distante sempre me engana
Eu entro sempre na tua dança de cigana.

Eu que falei nem pensar
Agora me arrependo roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão

Mas eu falei sem pensar
Coração na mão
Como o refrão de um bolero
Eu fui sincero
Eu fui sincero

Ana, teus lábios são labirintos
Ana, que atraem os meus instintos mais sacanas
E o teu olhar sempre me engana
É o fim do mundo todo dia da semana. 

Refrão De Bolero

Engenheiros do Hawaii